Montagem eficiente para peixes de fundo

Exemplo de montagem altamente eficiente para peixes de fundo. Em rigor, tudo aquilo que come junto ao fundo é um alvo para este tipo de montagem. 

De quando em quando um sargo, um pargo, um pregado ou…um peixe aranha….

Notar a forma como a montagem é feita: da linha trançada cai um chicote de nylon de diâmetro relativamente reduzido, para as nossas águas 0.20 a 0.25mm vai mais que bem, e nesse fio, um stopper, e uma bala de tungsténio:
  • Para fundos de 20 metros, cerca de 10-12 gramas, com muita corrente subir a 16 gramas.
  • Para fundos de 40 metros, a sugestão vai para 21 gramas. 

De novo fazemos um bloqueio, o qual pode ser efectuado com fio de nylon fino. O objectivo é de que a bala não destrua a goma do camarão, por contacto, ao momento da ferragem.

Dentro do camarão está um anzol que se pretende leve, de haste curta, e muito afiado. A razão da haste curta tem a ver com o facto de permitir dar flexibilidade ao camarão, o que não acontece com anzóis compridos, que tornam o conjunto rígido, inteiriço. No acto de pesca, os peixes reparam nisso e desconfiam. 

E de vez em quando temos nesta montagem algo que verdadeiramente nos surpreende….uma boa dourada,….





Comentários

  1. Bom dia Vitor Ganchinho! Excelente montagem!
    Já algum tempo tinha colocado nos meus favoritos para testar! E tenho ali os camarões e as as balas de tungsténio de 5 e 11 gr para testar desde a ultima visita à Gofishing!

    Entretanto...e pensando no assunto já algum vez ponderou colocar o anzol mais no meio do corpo do camarão... com a ponta a sair entre as patas!?
    Imaginando o funcionamento talvez prendesse menos nas rochas, mas terá o contra de prender menos peixes dos que dão pequenas mordidas!?

    Contudo o facto de em rochas prender muito, talvez seja atenuado pelo facto de com pequenos impulsos e a bala de tungsténio a cair, levar a que se desprenda com alguma facilidade!
    Todavia em casos extremos talvez fosse mais segura uma montagem de dropshot... Também está nas minhas intenções de teste!

    Abraço,
    MR

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    1. Bom dia! Esta é uma montagem que nos pode dar algumas alegrias. Trata-se de uma pesca muito divertida, com agitação a cada momento. Dependendo da zona onde se está a pescar, pode dar mais ou menos peixe de qualidade, mas indiscutivelmente é um método que nos mantém ativos porque tudo morde no camarão.

      Eu já tentei o anzol a sair a meio da camarão. Em termos de picadas é igual, mordem o mesmo, mas estragamos o vinil mais depressa, porque os sargos grandes têm muita força nos dentes e quando lhe dão a dentada, traçam a parte do camarão que fica a seguir ao anzol. Para mim, o que me resulta melhor é mesmo a ponta do anzol à cabeça. Não nota diferença no número de picadas, e quanto ao encalhar no fundo, ....vai dar ao mesmo. Por vezes acontece, mas como a montagem é muito ligeira, quase sempre acaba por sair.

      Mandei vir agora uns anzóis da Daiwa específicos para este tipo de pesca. Não estão à venda na loja on-line, porque importei-os para mim. Mas se achar que precisa de anzóis melhores, posso tratar de lançar o produto na loja e dizer-lhe como fazer para proceder à compra. Tirando o facto de serem um pouco "abichanados" na cor rosa, têm tudo o que faz falta: leves, resistentes e muito afiados. E com o tamanho certo. A maior parte das pessoas tenta utilizar anzóis grossos, fortes, que se tornam muito pesados e desvirtuam o sistema por completo.

      Isto é um jogo de compensações, em que as dimensões e peso contam muito. Com os equipamentos certos, é uma pesca super interessante, pelo que pode surgir.

      Abraço
      Vitor

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  2. Boa noite! Faz (totalmente) sentido essa questão de eles atacarem a cabeça do camarão que assim fica danificado e nem sequer os apanharmos! La vou alterar as montagens...(pelo menos mudar o no 1,7cm para cima! :)
    Usei um fluocarbono varivas 0,26 com um multi 0.6 que me aconselhou (ou melhor é um 0,6 do G-Soul OHDRAGON ) os anzois usei um LL Kohga saqsas, mas para ser no final penso que a próxima montagem que fizer, o M kohga seria suficiente (Contudo estes anzois parecem um pouco grossos... talvez tenhamos de ver isso dos tais cor de rosa!) As balas que estou a usar são TG 10gr e 5gr (será para pescar baixo no máximo 30mts normalmente 10mts). Pena nos próximos dias o tempo estar complicado, seria a estreia após 3 meses de confinamento.

    Abraço,
    MR

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    1. Boa tarde Na minha opinião, o anzol tem de ter duas características fundamentais: ser muito afiado, e ser leve. Nem tem a ver com o facto de o peixe não nos dar duas, ou mais oportunidades de o ferrar. Normalmente dão. Mas é muito difícil fazê-lo, a uma profundidade de 30 metros, com um equipamento ligeiro. Recordo que a cana pesa sensivelmente 80 gramas, o carreto umas 220 gr, e a linha uma 0.06mm. Tudo pesos plumas. Se temos um anzol grosso, pesado, estamos a desvirtuar o conjunto. Quanto mais leve o equipamento, mais sensações transmite ao pescador. Aquilo que se pretende é que o camarão, com o anzol dentro, seja algo de muito " light", que possa saltar no fundo de acordo com os nossos impulsos de mão. Por isso pescamos com tungsténio o mais leve possível, (dentro dos limites mínimos que a corrente e profundidade exigem), para que se possa dar naturalidade à apresentação do engano. Os sargos velhos entram como se aquilo fosse mesmo um camarão. Mas se a apresentação não é natural, ...fazem aquilo que os miúdos fazem quando não querem comer: fecham a boca e viram a cara para o lado, "emperriados". E das duas uma, ou os convencemos à primeira, ou...adeus. Quando decidem não picar, só estão a fazer aquilo que os levou a atingir essa provecta idade de velhos. Quase todos eles já viram um colega ao lado morder qualquer coisa e sair disparado para a superfície, E nunca mais voltar. O peixe de cardume aprende rápido, porque tem muitos exemplos de como não fazer. Um safio fica quase sempre na isca, porque é um peixe solitário. Não aprende.

      OK?

      Abraço
      Vitor

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  3. Boa Noite! Consegui domingo durante à tarde, embora com algum vento, ir dar um voltinha! De facto a linha 0,06 tem um comportamento totalmente diferente até da outra mais fina que tenho, um 0,12. Com o camarão e a bala de 10 gr não consegui ter nenhuma alegria, mas sentia que chegava bem ao fundo e com uma cana que tenho de dropshot trabalhava-se bem! Parti uma linha com um peixe grande, mas foi um azar, pois a amostra tinha cruzado a linha no segundo passador, tendo eu feito o lançamento sem me dar conta, verifiquei logo de seguida a confusão. Mas iniciei a recolha e tinha o peixe ferrado! Agora sei que devia ter aberto o drague muito mais, para compensar a força e o atrito, pois 0,06 ao cruzar e fazer força na própria linha... não aguentou! Talvez aguentasse se tivesse usado o 0,06 da rapinova que ficou em casa e parece ligeiramente mais resistente, embora menos redondo que o OHDragon!

    De facto o LRF é um mundo diferente e definitivamente muito interessante!

    Quanto aos safios penso que são predadores terríveis, poucos animais lhes fazem frente nos buracos! Nunca aprenderam a temer qualquer isco a que deitem o dente! E sim não aprendem nada com o cardume! (mas não se não andam juntos de quando em quando, uma vez ferrei 3 seguidos no mesmo local e com minutos entre eles, todos grandes e não era o mesmo, um de 13Kg que consegui capturar, depois desse tive dentro do barco outro maior, mas saiu borda fora e nem pensar em deitar-lhe a mão, e anteriormente um tinha escapado pois aberiu o azol e se bem me recordo ainda ferramos outro nesse dia e local mas desferrou! Entetanto ja la fui outra vez e nem ssinal deles!)

    Abraço,
    MR

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    1. Bom dia Manuel Ribeiro Saí ao mar ontem e havia pargos. Não demasiado grandes, ( maior com 2,5 kgs) mas muitos. E as linhas 0.06mm aguentaram bem, como de costume.

      Quando trabalhamos com linhas finas, as possibilidades de erro são muito menores. Mas conseguimos chegar a peixes que de outra forma, nem aceitariam tocar no nosso jig....

      Seguramente não esteve no sítio certo para tentar os peixes, porque ontem estavam frenéticos! Apareça um destes dias e vamos pescar uns peixes nos meus fundos. Vai ver que os tempos mortos praticamente não existem. Também os sarrajões já andam por aí, com 2 a 3 kgs. E lulas grandes!

      Sobre os safios: é um peixe que nas nossas águas, em zonas descansadas, tem atividade diurna, embora seja à noite que tiram mais vantagem das suas incríveis capacidades. O que acontece é que, na presença de iscos, com cheiro, saem dos buracos para investigar. e podem de facto estar alguns juntos, numa mesma zona. Eu fiz filmes com a minha GO Pro, com vários a incidir sobre o mesmo pesqueiro. As pessoas têm a ideia de que se movimentam pelo fundo, e eu reparei que muitas vezes chegam a estar 2 a 3 metros acima das pedras, em água livre, o que não deixa de ser curioso. Tenho histórias incríveis com eles. Vou guardar algumas para quando publicar o meu livro de pesca.


      Abraço!
      Vitor

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