WORKSHOP INAUGURAÇÃO LOJA - CAP I

Tema: Porquê o Japão?

Iniciamos hoje uma passagem por aquilo que foi o workshop realizado nas instalações da GO Fishing.
Muitas pessoas não puderam estar presentes, e não queríamos privar esses pescadores de ficar a saber um pouco mais sobre as fábricas que produzem os materiais com que pescamos.
Esta sequência de artigos visa apenas isso, dar informação, e vai ser publicada em contínuo, à razão de um artigo/dia.


A Shimano Inc. — sediada em Sakai, Osaka — no ano fiscal de 2024, gerou receitas relativas a equipamentos de pesca no valor de 670 milhões de euros.
A Daiwa Globeride, no mesmo ano, apresentou um valor de facturação de 700 milhões de euros e é nº 1 mundial.
Em termos de facturação, são indiscutivelmente os dois maiores fabricantes de equipamentos de pesca.


No mercado especifico dos carretos de pesca, Shimano, Penn e Daiwa detêm, coletivamente, cerca de 55% de quota mundial.
No segmento *premium*, a participação percentual japonesa é consideravelmente maior.
Não é coincidência, nem se deve apenas ao prestígio próprio das marcas.
Trata-se de engenharia e das decisões específicas de engenharia que geram esses resultados.


A domínio do Japão no mercado de equipamentos de pesca topo de gama não é apenas uma história cultural. É uma história sobre ciência dos materiais e fabricação de precisão.
Uma trajetória que começa nas oficinas metalúrgicas que produziam as espadas dos samurais e culmina nas actuais tolerâncias de componentes metálicos medidas em ...mícrons.
Falamos da milésima parte de um milímetro (0,001 mm).


O padrão é claro: a vantagem do Japão em engenharia concentra-se nas categorias mecânicas e que dependem intensamente de materiais —carretos, linhas e anzóis.
Esses são os segmentos em que a precisão na fabricação, a microestrutura dos materiais e as tolerâncias rigorosas determinam o desempenho.
Os sectores de eletrónicas e vestuário são dominados por marcas americanas, enquanto o mercado de artificiais é globalmente fragmentado.
No entanto, nas categorias em que a física e a metalurgia definem o vencedor, os fabricantes japoneses lideram largamente o segmento *premium*.

O carreto é, mecanicamente, o componente mais complexo no equipamento de um pescador.
Trata-se de um sistema de transmissão de engrenagens de precisão, uma embraiagem de deslizamento controlado (o sistema *drag*) e um mecanismo de enrolamento de linha.
Tudo isso num conjunto que deve resistir à corrosão da água salgada, à abrasão da areia e ao stresse mecânico de esforços repetidos ao longo de milhares de lançamentos.
Sem dúvida:
OS EQUIPAMENTOS JAPONESES CUSTAM MUITO MAIS DINHEIRO — E TÊM MUITO MELHOR DESEMPENHO.


Veja o vídeo:

Clique na imagem para visualizar e na rodinha das definições para melhorar a qualidade.

Veja o vídeo:

Clique na imagem para visualizar e na rodinha das definições para melhorar a qualidade.



Vítor Ganchinho


😀 A sua opinião conta! Clique abaixo se gostou (ou não) deste artigo e deixe o seu comentário.

Artigo Anterior Próximo Artigo

PUB

PUB

نموذج الاتصال