COMO PREPARAR UMA DERIVA SOBRE UMA PEDRA DE PARGOS

O mais normal em Sesimbra, Setúbal e Sines é que se pesque fundeado. A técnica é sempre a mesma, é vertical e nem se vislumbra a necessidade de fazer algo mais que isso.
Há 40 anos pescava-se exactamente da mesma forma, nas mesmas pedras, aos mesmos peixes, e muitos dos pescadores desta zona irão um dia fechar os olhos sem conhecer qualquer outra forma de pescar.
Uma chumbada e dois ou três anzóis por cima, e venham de lá os peixes miúdos do costume, porque ainda há força no braço para enrolar linha e trazê-los a reboque.
E esta gente passa o dia nisto, a tentar ferrar pequenas sarguetas de 12cm, meia dúzia de bogas, algumas choupas de tamanho duvidoso, que se não tiverem 23cm têm pelo menos 2,3cm, e uma ou outra garoupinha.
Ao fim do dia, meio balde de “tristezas” e a certeza de que no próximo fim de semana só pode ser melhor. O dia seguinte é sempre melhor.




Poucas embarcações se atrevem a passar um dia de pesca sem lançar âncora. Fundeados, fazem uma razia pelos peixes pequenos, tudo o que está debaixo daquela “armada” de pescadores, é para subir.
As condições de pesca são difíceis, demasiado ruído, muitas chumbadas a cair a cada instante, e por isso mesmo os resultados tendem para o fraco.
Mesmo que haja alguém que saiba verdadeiramente pescar, acaba por ficar “ensanduichado” no meio daquela desordem, daquela confusão de linhas.
A maior parte dos barcos pesca efectivamente pouco. O tamanho do peixe capturado dificilmente sai do pequeno/ médio.

Contam-se pelos dedos aqueles que sabem um pouco mais. No fundo, mesmo aqueles que sabem fazer acontecer as picadas de peixes grandes, acabam por se sentir limitados, porque tudo o que possam ter em termos de conhecimento de pesca, acaba por esbarrar nas condições que lhes são proporcionadas por um capitão que tem de se cingir àquilo, porque é o que toda a gente quer e sabe fazer. E assim sendo, já se sabe que pouco mais há a fazer.

Uma das técnicas que pratico diariamente é o jigging. Obtenho excelentes resultados e por isso não me dispenso de lançar umas zagaias. Também a Tenya é algo que pode acontecer, por ser muito divertido enganar os peixes que estão a procurar comida, com um camarão, ou um pequeno filete de cavala.
Desde que haja vida sobre as pedras, quer uma quer outra, são formas selectivas de pescar, que nos libertam da maçada de trabalhar pequenos peixes por sistema. O esforço que é necessário para puxar do fundo um bom peixe, não é muito mais que aquele que teremos de fazer para enrolar linha algumas dezenas de metros, e finalmente largar o pequeno peixe de volta ao seu meio líquido.
Não lanço âncora. Prefiro poucos peixes grandes a muitos peixes pequenos. Quando pescamos à rola, com o barco a fazer derivas, dependemos sempre de alguns factores, a saber: o vento, a corrente, as condições do barco, o momento de maré, etc.
Este etc é reservado para factores que dependem de nós.
Se não podemos mudar a hora da maré e a instabilidade que os ventos nos trazem quando queremos pescar num determinado local, podemos pelo menos equipar-nos de forma a minimizar os efeitos desses elementos naturais.
Os materiais de pesca evoluíram de tal forma que, sem dúvida, uma linha multifilamento fina, de boa qualidade, pode desempenhar a sua função melhor que um antigo nylon grosso, por ter mais resistência linear. Com todas as vantagens que daí advêm, por exemplo o facto de necessitar de menos peso para baixar ao fundo. Ou por chegar lá baixo muito mais depressa.
Temos repetido aqui no blog, e nunca é demais referi-lo, que uma linha sobredimensionada dá indiscutivelmente mais segurança, de certeza não parte, mas rouba peixe a cada lançamento que fazemos. Há pessoas que sonham com peixes grandes, e a única forma que conhecem de garantir a sua captura é mesmo aplicar linhas tão grossas que ultrapassem em muito o peso e força que os nossos peixes podem fazer. Esquecem-se de que têm mãos, uma ferramenta poderosíssima. Negligenciam a sua capacidade técnica, e apostam tudo em pescar grosso. E precisamente por isso, por estarem sobre dimensionados, perdem inúmeras possibilidades de conseguir ferrar um peixe grande. As picadas tornam-se raras. Não tem a ver com a visibilidade da linha, tem a ver com o efeito mecânico que essa linha provoca na apresentação da nossa isca/ amostra.
Quando decidimos comprar o equipamento, devemos consultar alguém que utiliza essa técnica com frequência, e procurar entender as suas razões. E perguntar outra vez, se algo não está claro.

É um clássico que se pretenda fazer jigging utilizando para isso material não adequado, pensado para qualquer outra técnica. Sei de uma pessoa que na sua “vontade de experimentar”, utilizou a sua cana de pesca vertical, com 3,60 mts, a sua linha multifilamento 0.35mm, e lançou para o fundo um jig de 120 gramas, (a única compra que fez), duas vezes. Com o barco fundeado. Resultado da experiência: “ fiz uma tentativa de pescar com jigs, mas não gostei. Não picou nada!”…
Seria necessário um milagre de Fátima para que essa pessoa tivesse conseguido algo daquela forma. Não há maneira simpática de explicar a alguém que quando tudo está errado …o resultado obtido não pode ser outro.

A pesca do pargo em embarcação à deriva, implica algum conhecimento de como fazer. O improviso não dá grandes resultados e pese a boa vontade de quem tenta, há que saber um pouco mais, abrir uma alça de um carreto e deixar cair a linha,… não chega.
O tema de hoje aqui no blog é como preparar uma deriva em zona de pargos. Vamos a isso!




Por defeito, pescar à deriva é propor ao peixe uma amostra/ isca na vertical do barco. Por facilidade de entendimento, consideremos que estamos a pescar com uma Tenya, um peso com dois anzóis acoplados, ao qual adicionamos um camarão. Pode ser outra coisa, embora esta isca, por força de o lançarmos com a sua casca, nos proteja dos ataques dos peixes miúdos. Tentem imaginar aquilo que acontece quando a nossa isca chega ao fundo: os pequenos peixes rodeiam de imediato o camarão. Com a voracidade e entusiasmo que os caracteriza, irão conseguir arrancar as patas, eventualmente até a cabeça do isco. Cria-se um alvoroço à volta dos pequenos beliscos de camarão que saltam. A casca protege de certa forma a integridade da nossa iscada. E é aí que um peixe de maior tamanho, atraído por aquele concentrado de peixe miúdo em frenesim, olha para o que resta do camarão e….
Digamos que numa situação perfeita, passeamos o nosso isco no fundo, na vertical. Mas em que condições o fazemos? Temos o nosso barco atrás do isco, ou à frente? A linha corre vertical, ou oblíqua? E em que sentido? E a corrente vai para que lado?

Sabemos que os predadores quando pretendem comer, o fazem virados para a corrente. Essa é a forma expedita que têm de lançar um ataque a um crustáceo, a um pequeno peixe. Digamos que dificilmente os veremos a fazer marcha-atrás, logo, é para a frente que arrancam decididos sobre a sua presa.
E já temos aqui um dado. Também sabemos que os predadores encontram mais comida sobre as pedras que nos areais. Por isso mesmo, iremos lançar a nossa Tenya para o fundo, de forma a começar a pescar sobre a pedra. Mas como sabemos quanto tempo necessitamos para fazer chegar o chumbo ao fundo?
É esse tempo que irá ditar o afastamento da embarcação relativamente à pedra. Supondo que estamos com a pedra a 70 metros na vertical. Se lançarmos a meio da pedra a nossa isca, com sorte, e mesmo que a corrente e vento não estejam demasiado fortes nesse momento, iremos ter o nosso chumbo no fundo já fora da pedra. O vento e a corrente fazem derivar o nosso barco e retiram-nos verticalidade. A nossa linha, que queríamos na perpendicular relativamente ao fundo, deixa de nos ajudar e passa a ser um problema.
É essencial saber posicionar o barco no espaço que ocupamos, a nossa zona de pesca, e que por grande azar nosso, é em 3D, em três dimensões. Desde logo, é preciso que esse barco tenha condições para nos deixar pescar nas condições de vento e corrente que temos. Por vezes, utilizo um para-quedas, para travar a minha deriva.
Há um ponto prévio que deve ficar claro: pode acontecer que venhamos a perder uma ou outra baixada. Quando “arrastamos” a nossa montagem pelo fundo, pode perfeitamente acontecer que esta fique entalada dentro de alguma fresta. São ossos do ofício, e devem ser encarados com a naturalidade de tudo aquilo que envolve a pesca. Uns dias ganhamos, outros dias perdemos.


Quando um jig ou uma chumbada cai aqui, …pode já não sair.


Sabemos que há pontos quentes na pedra. Vimos acima que os peixes comem virados à corrente. Assim sendo, é mais natural que procurem a cabeça da pedra, (a entrada da comida), e esperem aí os cardumes de comedia. Dificilmente os iremos encontrar na direcção oposta, no fim da pedra. Porque para esses cardumes de sardinha, cavala, carapau, o que seja, chegarem ao fim da pedra, já passaram por todos os outros predadores que estão adiantados. Daquilo que vejo aquando dos meus mergulhos, resulta que o peixe de bom tamanho espera a comida quase encostado ao fundo, eventualmente atrás de uma pedra, um obstáculo, uma gorgónia, e tentando estar sempre adiantado em relação aos outros. Desconheço a existência de uma hierarquia de preferência pela escolha de locais, baseada na “antiguidade”, ou no tamanho e peso do exemplar. Na verdade, estes peixes não estão sempre no mesmo sítio, antes se deslocam em função das marés e correntes que elas provocam. Há um momento muito marcado, em que todos estão a comer, ou a tentar fazê-lo e isso é perfeitamente visível na frequência de toques e ataques que os nossos iscos sofrem. Há um clic, algo que faz despoletar um sentido de procura, de caça, que até aí permitia aos pequenos peixes alimentarem-se e fazer uma rotina de vida normal, e que a partir desse momento, normalmente coincidente com horas de marés, tudo muda. Esse momento é aquilo que põe os peixes mais pequenos a procurar abrigos, a esconderem-se dos grandes, a desaparecerem da vista por algumas horas.
Quando estamos com o nosso barco em cima da pedra onde o predador está a comer, o aproveitamento desta situação tem de ser máximo, não pode haver dúvidas sobre equipamentos, técnicas, etc. É pescar e disfrutar do potencial da zona.
E como fazer?

Devemos cortar o motor a algumas dezenas de metros do ponto alvo, e preparar os equipamentos para lançar. Em função da velocidade da corrente, da força do vento, e obviamente da profundidade, ou seja, da distância vertical que a nossa isca/ chumbo irão ter de percorrer até atingir o fundo, assim iremos calcular a que distância a que teremos de efectuar a libertação da nossa baixada. Ser discreto é algo imprescindível, sob pena de não obtermos qualquer resultado. Mesmo a recuperação do barco de novo para a posição de lançamento é feita muito devagar, com o barco a vencer a distância de forma lenta, pouco ruidosa. Ter paciência nesta operação é imprescindível!
Os primeiros sinais de presença de peixe irão aparecer-nos alguns metros antes de estarmos na vertical com a pedra. Temos de ter a noção de que, ao lançarmos os jigs para o fundo nesse momento, quando visualizamos o peixe na sonda, já é tarde para podermos tentar esses peixes. haverá certamente outros, mas os primeiros, aqueles que estão marcados na sonda, já estão fora do nosso alcance. Dissemos acima que alguns peixes de maior porte esperam a comida na cabeça da pedra. Se não tivermos a perfeita noção de onde começa a zona de pesca, podemos estar a prescindir desses peixes.
Calcular o tempo que o nosso jig leva a chegar ao fundo é um imperativo de um pescador avisado. Claro que podemos sempre voltar a trazer o barco para essa posição e tentar de novo, mas quantas vezes a primeira vez é a boa?! Quantas vezes temos apenas uma oportunidade de conseguir ferrar um dos matulões que ficaram nessa pedra durante a noite e estão, ao raiar do dia, a começar a caçar?

Nunca me cansarei de referir que as linhas mais finas dão-nos um conforto acrescido em termos de garantia de descida rápida. E permitem-nos pescar na vertical, o que é sempre importante em termos de animação do jig.
Mil vezes um jig ligeiro, de 20 a 40 gr, com linha fina, que um “torpedo” pesado, de 150 ou 200gr, que nos obriga a fazer o pino para lhe dar um pouco de vida. Não é comparável pescar com um sistema e outro. Enquanto que o jig pesado nos dá uma picada, o pequeno jig dá-nos meia dúzia. E os peixes são os mesmos…
É evidente que um jig ligeiro leva mais tempo para chegar ao fundo. Por isso mesmo, temos de dar-lhe condições para que o possa fazer em tempo útil. E isso faz-se desde logo apostando em linhas mais finas, chicotes mais finos, e...lançando o jig no timing certo.
Ao chegar ao fundo, é importante garantir que o detectamos, porque a partir daí, cada segundo conta. Desde logo porque não queremos que os anzóis do jig andem a “passear” pelo fundo, com tudo o que isso acarreta em termos de possibilidades de prisão e enrocamento, mas também porque sabemos que a chegada de uma peça que embate no fundo não é inócua para os peixes que estão nas redondezas. Se queremos que acreditem que é um peixe vivo, é bom que lhe demos vida antes de eles terem demasiado tempo para observar que afinal não é nada disso. Ao chegar ao fundo, é fazer um primeiro levantamento de cerca de 2 metros, deixar cair de novo em folha seca, e se não acontecer nada, então iniciar a subida, com ligeiros toques de ponteira. Deixar o jig parado a meia água resulta pouco, por isso a mão que enrola não tem muitos tempos mortos.




As derivas são feitas a pensar em começar a pescar num determinado ponto, a cabeça da pedra onde procuramos o nosso peixe. Não esqueçam porém que a partir do momento em que o jig, ou a isca orgânica que estamos a lançar para o fundo sai da nossa vista, já está em acto de pesca!
Quantas vezes eu reparo que a linha dos alunos que levo nos meus cursos pára a meia água e eles não reagem de todo. Ficam a olhar para a linha parada, sem mais acção que esperar que recomece a descer. Tiveram um peixe na linha. É necessário estar atento, concentrado, e reagir de imediato quando algo de estranho se passa. Esse algo pode ser um peixe que está a comer alvorado, bem acima da pedra, e resolveu atacar uma isca/ jig que desce. Grande parte dos ataques que temos são produzidos na descida, sendo a maior parte das ferragens que as pessoas fazem são no sentido oposto, na subida. Isso deve-se a falta de concentração, a não ter a sensibilidade de acompanhar a descida da linha com os olhos, e sobretudo a não acreditarem que o peixe predador ataca muito melhor aquilo que baixa que aquilo que sobe. Um pequeno peixe ferido, debilitado, é muito mais fácil de caçar quando cai para o fundo, sem forças para manter a sua posição, do que quando sobe a partir do fundo. Há razões objectivas para que os predadores reajam como o fazem habitualmente. Um outro detalhe a que é necessário estar atento é o seguinte: o peixe vê o isco/ jig descer. Eles estão muito atentos, e são, quando se trata destas coisas de comer, muito pouco “distraídos”. Aquilo que lhes aparece no plano visual, à descida de um isco, é algo que surge como uma pequena massa, em contraluz, sem cor porque vem da superfície, um espelho de luz de enorme tamanho. O sol encarrega-se de tirar a cor a tudo o que lançamos e que segue uma trajectória descendente. Será o oposto quando sobe, em que as cores são perfeitamente visíveis à subida. Mas quando desce, há algo que vale mais que qualquer cor: a vibração que emite. Os peixes são muito sensíveis a isso, e estão lá à espera, tensos, à espera que algo desse tipo surja. Cor, massa, ruído, vibrações, tudo lhes dá a informação de que há algo a cair. De repente, há algo mais que nada a descer na coluna de água. E esse algo pode ser alimento, logo, há que fazer uma aproximação. E que muitas vezes resulta num ataque.
Por isso, manter o contacto com a linha, não só visual mas também de controle da velocidade de descida, pode dar-nos mais alguns peixes bons ao final do dia.

Como calcular a gramagem necessária para pescar à deriva numa determinada pedra? Bom, é fácil de entender que se estamos a lançar sobre um fundo e se a nossa linha, lançada para montante da corrente, passa muito rapidamente a uma posição vertical, antes sequer de o isco/jig chegar ao fundo, e é arrastada de imediato para jusante do barco, então temos pouco peso. Eu procuro pescar entre os 20 e os 60 gr, em fundos desde os 18 mts aos 80 metros. Na zona onde pesco, Setúbal, com este leque de opções de pesos consigo pescar sempre. Sei que há outras zonas onde as correntes são mais severas, sobretudo em zonas mais baixas, e onde é necessário recorrer a sistemas mais pesados. Não esqueçam porém que cada grama a mais são possibilidades de pesca a menos. Se puderem pescar com 30 gr, não o façam com 40 gr.
Em termos gerais, quando pescamos com a Tenya, um peso com isca orgânica, o ideal será o de calcularmos o peso desta em função de um factor que é determinante: a velocidade da deslocação da isca no fundo deve corresponder à velocidade da deslocação do barco, à superfície. Este é o princípio correcto.

Um outro detalhe que me parece importante referir é que, quando a corrente é mais forte e nos impede de pescar de forma equilibrada, aquilo que devemos procurar fazer é evitar de perder tempo com a pesca alvorada, ou seja, muito acima do fundo. Como é que isso acontece?
Simples: a maior parte das pessoas utiliza linhas demasiado grossas. Essas linhas oferecem uma enorme resistência à corrente, à deslocação da massa de água empurrada pela corrente. Por isso fazem um seio, uma “barriga”, um arco, se quiserem. A partir de um determinado momento, a resistência da linha é tanta que a isca já nem está a assentar no fundo. Aquilo que vemos à superfície é que a nossa linha está oblíqua em relação à nossa ambicionada e proveitosa posição vertical. O nosso barco está a ser empurrado pelo vento, pela corrente, e a linha ficou para trás, numa posição em que já não nos é possível sentir o que seja. Antes disso, já foi o momento de subir a linha e voltar a lançar. Com carretos de tambor fixo, é muito fácil lançar um pouco a jusante, ou seja, na direcção da deriva, e com isso ganhar tempo de descida para a baixada e posição de pesca vertical para o barco. Repetimos pois o processo, deixando ir até ao fundo, aproveitando algum eventual toque, e, caso este não aconteça, podemos libertar mais alguns metros de multifilamento. Podemos repetir a operação, dentro do limite do razoável. Há um momento em que sentimos que o mais sensato é mesmo voltar a recolher e lançar de novo.
A experiência dar-vos-á a perfeita noção de quando o momento de esperar já foi ultrapassado, e quando é necessário voltar a actuar sobre a linha. O tempo dá-nos isso.



Vítor Ganchinho



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