GRANDES A SÉRIO!...

Já aqui vos disse isto: estes peixes são bombas de energia.
Quem achar que uma cavala, uma dourada, um sargo, fazem força, pois bem, estes meninos são aqueles que comem muitos peixinhos desse tamanho, no mesmo dia. Os atuns, incansáveis viajantes do azul, cumprem migrações hoje em dia bastante conhecidas, e desafiam com a sua força, a sua potência, quem se atravessa no seu caminho.
Bem sabemos que alguns perdem, vemo-los nos mercados. Mas outros seguem o seu destino de peixes migradores, seres incansáveis, deixando um traço de poder, resistência e também de …desafio.
Poucos pescadores nacionais se dedicam verdadeiramente a estes colossos. A falta de material é uma constante, e para quem pode ter algumas ilusões de os conseguir utilizando material “corrente”, digo-vos que nem vale a pena tentar.


Para pescar estes peixes, esqueçam as vossas canas e carretos dos parguinhos...


O bicho homem, na sua ânsia de lucro, consegue engendrar formas de entender algo que até há alguns anos era um segredo muito bem guardado: as migrações dos atuns.
Sabe-se hoje com exactidão onde este peixe está, o que está a fazer, e por isso a sua captura tornou-se possível.
Para quem os pesca à linha, a incerteza do seu posicionamento sempre foi um óbice a que se tivessem garantias de captura. Porque a sua comercialização movimenta milhões de euros/ dólares por todo o mundo, as frotas pesqueiras fazem algo que não dá a mínima hipótese a estes bichos: capturam alguns em alto mar, marcam com emissores equipados com GPS, e soltam os peixes de novo no meio do cardume.
As redes fazem o resto, e os exemplares marcados que ficam dentro do cerco são de novo libertados para que continuem a denunciar outros cardumes.


Os atuns podem chegar a ter 3 metros de comprimento. Travar a deslocação de um peixe destes é algo que só alguns conseguem fazer, mercê de técnica, conhecimento e …muita força. No Senegal, pescam-nos com linha de mão. Depois de ferrados, o braço fica firme e aguenta por tempo infinito a deslocação que o atum faz da embarcação, uma piroga de madeira. Até se cansar.


Conseguem imaginar o esforço despendido para trazer para terra um destes animais. Seguramente já pescaram cavalas e têm uma ideia concreta da força que desenvolvem. Tentem imaginar por quanto terão de multiplicar a força de uma cavala para chegarem a estes bichos, que comem as cavalas...


Os peixes que tenho visto na minha zona de pesca não são tão grandes quanto estes. Falamos de exemplares entre os 50 e os 100 kgs, que com alguma regularidade se deixam ver à superfície, quando atacam os cardumes de comedia.
Para quem já combateu um peixe grande a sério, estes exemplares têm o tamanho certo, já que dão grande satisfação, sem tornar o tempo de luta demasiado extenso. Tudo o que seja acima de uma hora é demais e já implica algum esforço físico, alguma resistência. Há mesmo quem procure cardumes em que o tamanho não exceda os 60/ 80 kgs.
Estes que vos mostro são bem maiores. Para que tenham uma ideia das dimensões, passo-vos este curto vídeo:





Vítor Ganchinho



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