FOMOS ESCAVAR NOS INCRÍVEIS ARQUIVOS DA RTP E ENCONTRÁMOS ISTO...

Este blog de pesca faz-se de tudo, de curiosidades, de artigos técnicos, de apresentação de equipamentos de pesca, de respostas a dúvidas colocadas pelos nossos leitores. No fundo, faz-se de comunicação.
Procuramos que a qualidade da informação seja irrepreensível, fidedigna, segura, e que a componente didáctica seja um elemento importante para quem lê.
Queremos marcar uma diferença muito grande para aquilo que se faz no nosso país. Blogs que surgem de forma ocasional, por pessoas sempre com a melhor das intenções, mas que por falta de recursos e tempo acabam por desistir, por deixar morrer esses espaços. É uma pena. Num tempo em que existe tanta e tão pobre comunicação, tudo o que possa ser feito de forma séria é sempre necessário e útil.
Damos força a todos aqueles que arriscam escrever textos e apresentar as suas imagens, por entendermos que todos são importantes, todos fazem falta.
O factor qualidade acaba sempre por determinar quais os que recebem os favores de serem lidos. Gostamos de saber que aqui deste lado estamos a chegar às 150.000 visualizações.
Hoje o peixepelobeicinho.blogspot.com traz-vos uma pérola dos arquivos da RTP, para que fiquem com uma ideia de como se pescava no Tejo há umas dezenas de anos atrás.
O que vão ver é um aproveitamento das condições do Tejo, das suas marés.
Visualizar este filme deve ser feito numa perspectiva de procurar entender as pessoas à luz daquilo que era o padrão de pesca à época. Tudo nos parece hoje arcaico, obsoleto, e todavia, isto que vão ver representava um tremendo avanço em termos de tecnologia de filmagem. É resultado do trabalho de pessoas como Helder Mendes, pioneiro em filmes de exterior, que hoje podemos assistir a todo o tipo de acontecimentos no conforto de nossa casa.
Não subestimem. Um dia dirão de nós aquilo que nós dizemos hoje destes bravos trabalhadores da RTP, que enterraram os pés na lama para nos trazer estas imagens.





Os arquivos da RTP irão continuar a funcionar como um museu de experiências, de registos, de memória colectiva das mais diversas actividades portuguesas.
No que à pesca diz respeito, há muita coisa por explorar. Amanhã vou mostrar-vos como pode ser interessante “escavar” no pó dos tempos e perceber como se pescava ao espadarte em Sesimbra, numa aiola de madeira de 3 metros de comprimento, a remos. Nós sabemos da pesca aquilo que procuramos saber, e em muitos casos isso é muito pouco. Por isso insisto em vos recomendar conversas, tão longas quanto possível, com os verdadeiros mestres do mar, os nossos marinheiros reformados.
Eles são livros abertos e sempre disponíveis para ensinar o muito que sabem. Não têm ideia do quanto sabe quem andou a o mar 40 ou 50 anos, às redes, aos covos, aos palangres.
São memórias que não podemos deixar que se percam, sob pena de não ficar nada para as gerações futuras. Devemos isso a quem nos segue.
Atribuam-lhe a importância que quiserem, mas se não tivesse havido uma casa CTT a vender selos para cartas, provavelmente hoje não seriamos capazes de escrever e mandar e-mails... ou mensagens de WhatsApp.




Olhar para trás não é perda de tempo.
Respeitar o passado, aprender com ele, ajuda-nos a projectar o futuro.



Vítor Ganchinho



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