CHOCOS - OS JAPONESES NÃO PÁRAM DE INVENTAR...


A capacidade inventiva daquele povo não pára de nos surpreender.
É verdade que são muitos, 135 milhões de pessoas, e juntam o facto de serem pescadores dedicados à enorme vantagem de poderem fabricar os seus próprios artificiais.
Ter uma fábrica ao lado de casa ajuda, e de que maneira, à apresentação de novos produtos.
O que vos trago hoje é uma nova abordagem ao tema “toneira para chocos”, desta vez produzida pela Little Jack, uma marca japonesa conhecida pela sua grande capacidade de inovação.
Vamos ver....os Huggos, nas suas versões em 75mm / 14 gr, e em 90mm / 22 gr.

À venda na GO Fishing em Almada, estas toneiras prometem ...chocos.
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O formato curto e realista da toneira reproduz com precisão um carapau, um alimento básico na dieta natural dos chocos e das lulas.
A silhueta, a geometria da superfície e o equilíbrio reflexivo são meticulosamente projetados para parecerem "reais" a partir de todos os ângulos.
Esse realismo não é apenas estético — ele é ajustado para um verdadeiro desempenho positivo na água.
Ao acoplar a lâmina de quilha incluída na embalagem, (ver fotos abaixo) a isca ganha mais do que apenas apelo e interesse visual.
A lâmina actua como uma quilha, moderando a velocidade da acção da cana e transformando este artificial em algo vivo, de enorme realismo.
Quem não gostar, ....retira.


A ideia foi produzir algo capaz de estimular intensamente os instintos dos chocos que não respondem às ações convencionais das toneiras.
Para quem pesca apenas alguns metros abaixo da superfície, a lançar longe, a imitação de "peixe em movimento de fuga", com ações deslizantes em forma de S, basta recolher linha de forma linear e a amostra faz o resto.
No caso de o pescador pescar chocos de forma convencional, mais fundo, com curtos toques de ponteira, (como se pesca habitualmente), então deve o pescador assumir uma postura mais dinâmica, combinando puxões lentos e quedas controladas.
Isso reproduz fielmente o comportamento de peixinhos enfraquecidos e é um estímulo para que os chocos lancem sobre o artificial os seus compridos tentáculos de caça.


Basicamente pesca-se ao choco com imitações de camarão e peixe.
Quando eles não respondem ao formato de camarão tradicional, quando apenas iscas em formato de peixe funcionam — esta pode ser uma boa solução.
Este design altamente responsivo reage com precisão e movimento de excitação até mesmo às menores diferenças de estímulo — recolhimento recto, toques leves de ponteira, até mesmo simples mudanças no ângulo da cana.
Trata-se de uma toneira que permite que as intenções do pescador sejam transmitidas, que produzam directamente acções na água.
A estrutura do corpo mostra-nos um revestimento em tecido na metade do dorso.
Isso não apenas aumenta o realismo visual para o choco, mas também minimiza qualquer desconforto no pescador, ao segurá-la com as mãos.


Cada detalhe, da altura e silhueta do corpo à estrutura da superfície e equilíbrio da reflexão, foi meticulosamente trabalhado para criar a ilusão de um peixe "real" a partir de todos os ângulos.
O design da isca reproduz fielmente o carapau, presa habitual dos chocos e lulas, e permite acções diferenciadas, que o pescador se adapte aos níveis de atividade desse dia.
Quando a atitude dos chocos perante uma toneira convencional não passa de indiferença, pode resultar tentar algo que sai dos padrões convencionais.
O facto de o corpo da toneira apresentar uma estrutura parcialmente revestida de tecido rugoso, projetada não apenas para um maior realismo visual, mas também para eliminar no choco o desconforto no momento da prisão da toneira, permite prolongar o tempo de contacto. Isso dá ao pescador mais alguns segundos, os suficientes para poder reagir.
As agulhas metálicas, afiadas e cruciais para ferragens bem-sucedidas, são fabricados pela BKK, uma empresa japonesa com fama de saber produzir penetrações profundas, mesmo quando os chocos atacam com toques subtis, quase imperceptíveis.
Uma vez fisgado, é difícil que o choco se solte, garantindo um bom desempenho de pesca.


Na pesca de chocos e lulas, grandes puxões amplos usando todo o comprimento da cana são desnecessários. Seguramente assustam mais o choco do que o atraem.
No mínimo, esses sacões violentos podem dar ao choco a noção de que nem vale a pena perseguir uma presa com tal vitalidade.
Movimentos rápidos e curtos da ponteira fazem com que a toneira se mova instantaneamente para a esquerda e para a direita, permitindo mudanças de direção com o mínimo de esforço.
Isso torna possível atrair chocos em locais muito massacrados pela pesca, e, se utilizada a lâmina brilhante, activá-los assim que o brilho entra no seu campo de visão.
Mais que isso, todos os modelos estão equipados com um ou outro factor de brilho: UV`s ou sistema “Glow”.


Se num dia bom de chocos tudo funciona, há dias em que não é assim.
E é nesses dias que a tecnologia faz a diferença.
Não deixa de ser curioso que os equipamentos de pesca que utilizamos por cá sejam produzidos nos antípodas, do outro lado do mundo.
É assim há muitos anos, e isso decorre da capacidade inventiva de muta gente, de pessoas que dedicam a sua vida a estudar os comportamentos e reações dos peixes, e neste caso dos chocos e lulas.
Por isso eles recebem de tão bom grado os nossos comentários, as nossas sensações de pesca: precisam disso para melhorarem os produtos que fabricam.
E nós agradecemos, e pescamos com esses estranhos e milagrosos objectos...

Boas pescas para todos!


Vítor Ganchinho


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