Tenho para mim que tudo o que vive por esse mar é passível de ser capturado com um jig.
A razão é simples: tecnicamente, um jig é um pequeno peixe vivo, debilitado.
Quem recusa?!
Pargos, corvinas, meros, robalos, atuns, lírios, douradas, ...e ruivos, carapaus, sardinhas, cavalas, sardas, bicas, salmonetes, sarrajões, bogas, choupas, safias, garoupinhas, peixe agulha, pampos, .... os peixes-aranha, e provavelmente mais uma centena de espécies, tudo se lança a um jig.
Embora ocasionalmente, também os rascassos, os chocos, os safios e as abróteas, mordem esse estranho peixe “vivo”, o nosso chumbo pintado.
É bem mais fácil enumerar as espécies que não demonstram interesse do que tentar acertar em todas aquelas que se lançam convictas a algo que os engana com a maior das facilidades. Repito: um jig é um peixe vivo debilitado.
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| Os pargos serão porventura o peixe mais pescado com jigs. A sua agressividade natural faz com que se percam pelas nossas peças de chumbo. |
O Carlos Campos, meu grande amigo e companheiro de pesca, a pescar com um conjunto idêntico ao meu, (cana Shimano Sephia Xtune Metal Sutte B66MH-S/F - Ref: 4969363238818 e carreto Daiwa 25 SALTIGA 300L Ref: 4550133352867, linha Daiwa Durasensor PE 1.5 com leader fluorocarbono 0.33mm) foi em frente e arrancou algo que na sua opinião seria “estranho, pouco reactivo, mas a oferecer resistência.
Nas suas palavras, ... um “saco de batatas”.
Não registamos o resultado desse lance pelo seu valor enquanto troféu, mas sim pelo insólito, por se tratar de um escanzelado ...polvo.
São predadores activos e sempre que a oportunidade surge, não hesitam em lançar um dos braços ao jig que cai à sua frente.
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| Embora muito fina e leve, reparem na acção da cana. Desta vez um polvo, mas podia ser um grande robalo, um pargo, um mero... |
Por vezes encontramos equipamentos de excepção por mera sorte.
Foi o caso: num encontro com produtos Shimano, em Osaka, entretido a passar os olhos pelas soluções de canas em exposição, deparei com esta, que me chamou a atenção pela sua leveza mas ao mesmo tempo rigidez.
Comprei uma e testei-a por cá, aos nossos peixes. Bingo!!
Neste momento, para mim, este é o mais mortífero set-up jamais concebido para a pesca ligeira que fazemos por cá na nossa costa.
Trata-se de uma adaptação que resultou muito bem, esta cana faz com enorme facilidade pargos até aos 10 kgs, sendo ainda assim extremamente leve, equilibrada, fácil de manusear, com a acção certa e com um poder de ferragem perfeitamente anormal.
Ter este equipamento na mão significa controlar, poder mandar no peixe, não lhe dar mais que aquilo que é necessário tendo em atenção a resistência das linhas.
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| Carlos Campos com uma ...”bizarria” a jigging. |
Milagres estas canas não fazem: nessa mesma manhã, um portentoso atum gigantesco resolveu implicar com o meu jig de 40 gramas e...
Um impacto brusco, uma corrida curta, paragem, e a seguir o arranque decidido de quem vai embora porque quer.
Rotura da linha ao nível do chicote, um fluoro carbono 0.33mm, fino demais para um mastodonte porventura acima dos 100 kgs de peso.
O Carlos, de costas para mim e a pescar os inevitáveis parguinhos e afins, apenas ouviu o frenético desbobinar do meu carreto, um estalo e a seguir...o silêncio.
Não praguejei sequer.
Fiquei calado, sem reclamar, porque reconheço que o meu conjunto nunca poderia enfrentar semelhante besta de força.
Aquilo que peço à minha cana, carreto e linha, é que me tragam para cima material deste que podem ver abaixo, ...miudezas que nos alegram os dias sem nos roubarem os jigs Shimano.
Estes sim, são bem mais calminhos nos seus arranques.
Boas pescas para todos vós!!
Dentro de dias vamos poder anunciar uma grande novidade:
as novas e maiores instalações da GO Fishing....
Falta uma semana.
Vítor Ganchinho
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