TEXTOS DE PESCA - Jigging - Casos estranhos 2

Na sequência do artigo de ontem, em que mostrámos aqui que o jigging é um técnica universal, praticada em todo o mundo, e em que é possível pescar quase todo o tipo de peixes, aqui vão mais alguns para completar o ramalhete. São peixes que fui coleccionando por aí, por esses mares de Cristo, e uma lista que nunca estará completa. 
Aquilo que era importante reterem é que as possibilidades de pesca com jigs são infinitas, quase todas as espécies podem ser capturadas, e é verdade que normalmente os maiores exemplares atacam os jigs. Para quem se sente incomodado por lutar encarniçadamente contra as miudezas dos fundos, esta será uma forma de escapar a esse flagelo. Pescar com jigs, para além de tudo, tem o efeito surpresa, nunca se sabe o que vem a seguir… 

Dourados feitos ao largo da Ilha de S. Miguel, na baixa do mar da Prata. Neste dia entraram imensos peixes debaixo do barco, vindos do azul, e proporcionaram um dia de pesca muito dinâmico, com centenas de peixes a querer picar ao mesmo tempo. 


Pequeno atum sarrajão, pescado com um jig Savage de 7 gramas, ao largo de Sines. 


Mais uma vez os incrivelmente bons Savage, com peso de 5 gramas, a fazer das suas. Neste caso uma savelha, ferrada ao largo da Comporta, peixe que foi de imediato devolvido ao mar em perfeitas condições. Trata-se de uma espécie protegida por lei. 


Os jigs pequenos, na circunstância de 12 gramas da Xesta, permitem lances incríveis, ataques muito violentos de peixes que mordem perfeitamente convictos que estão a comer um peixe vivo. É possível animar jigs de 12 gr de uma forma que será sempre impossível para um jig de 200 gr…


Caso curioso este: esta garoupa, Serranus Atricauda,  mordeu tendo ainda dentro da boca um carapau acabado de caçar…. Mais olhos que barriga. Neste dia viria a perder um mero que carregou com este jig da Smith…


Peixe galo feito com jig de 35 gr da Yamashita, modelo Maria, ao largo da Comporta. Estes peixes são também conhecidos por Peixe de S. Pedro, por terem uma mancha negra que reza a história ser o local onde S. Pedro lhe tocou... Parvoíces de pescadores...


A mesma amostra, um jig de 35 gr, desta vez a convencer uma choupa, clientes habituais dos meus jigs leves.


E desta vez um robalo. São muito fáceis, pela sua atitude agressiva de caçadores de peixe miúdo.


Sim, também as douradas atacam os jigs. Com jeitinho...


Como podem ver, são inúmeras as espécies que atacam os jigs, sendo os robalos e os pargos, que pela sua vulgaridade nem passo aqui, os expoentes máximos das nossas águas. 

De quando em quando um mero, ou uma corvina, mas esses são casos mais raros. 



Vítor Ganchinho



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