Carlos Campos - A grande saga - Episódio 2

Estamos a fazer um levantamento exaustivo sobre a presença entre nós de um extraterrestre que dá pelo nome de Carlos Campos. 

Trago-vos hoje mais um depoimento de um popular sobre as enormes capacidades desse estranho pescador. 

Mais uma prova de que estamos na presença de um alien: quem é que pesca sargos com um camarão de vinil na cor…azul??!!


O relato foi este: 

A bem dizer, eu não sei bem como explicar o que se passou: a malta estava na praia da Ericeira à espera da maré, a beber umas minis. Tínhamos as canas já lançadas, mas não havia toques. O peixe ali arrima só mesmo pró tarde, e não vale a pena gastar casulo enquanto a água não chega à conta certa. De repente, aproxima-se um tipo muito estranho, soturno, vestido com um fato de treino da Adidas cinzento, de contrafacção. Sei que é porque eu tenho um igual, são dos de 12 euros. Foi-se pôr a uns vinte metros do nosso grupo, sempre calado. Montou uma cana comprida e lançou para muito longe. O barulho do fio a sair da bobine durou uns quatro ou cinco minutos e nem ouvimos a chumbada bater. Acho que ele estava a pescar prós lados da Arrifana. Daí a instantes o carreto já estava a cantar. Uma corvina do tamanho dele, era bicho para 50 e tal quilos! Fomos lá ver, à corrida. E foi aí que aquela coisa pôs as mãos prá frente e ficámos todos parados no ar. Eu tinha os pés a mais de meio metro do chão e não conseguia sair dali. Queríamos correr e não eramos capazes. Era uma ventania que não se aguentava, a areia da praia começou a levantar-se toda e às tantas já era um espojinho de areia que nem se podia ter os olhos abertos. Quando acalmou, fomos lá ver e não estava nada. Nem os pés dele estavam marcados na praia. Eu andei lá a ver se descobria alguma coisa, uma chumbada, um destorcedor, uma mochila cheia de milhares de notas de 100 euros, nada. Fomos lá no outro dia de manhã, e passámos a areia toda a pente fino e nem sequer uma pegada. Fui falar com o gajo do café e perguntei-lhe: "Zé Pedro, mas que merda de minis é que tu tás a vender à gente?!...”



Vítor Ganchinho



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