Sim, ...enganá-los com artificiais!

Quando se atinge um determinado nível de pesca, já não chega pescar mais e mais peixes. Os desafios passam a ser outros. A fase seguinte é a de criarmos handicaps que nos obriguem a ser cada vez melhores, mais eficazes, para conseguirmos fazer com muita dificuldade aquilo que facilmente conseguiríamos com um troço de isca orgânica. Pescar com sardinha deixa de ser uma opção, por demasiado fácil, e passa a ser necessário tentar com uma lula de vinil, um camarão, um jig metálico.

Tenho amigos que se recusam a acreditar que é possível pescar com borrachas e chapas! E se lhes mostro, à frente dos seus olhos, que é possível, dizem-me “...sim, mas foi uma sorte tremenda. É um acaso”…..
Há quem não acredite nisso e pesque SEMPRE com artificiais. O meu amigo Raúl Gil Durá é uma dessas pessoas.


Um sargo enganado com uma lula de vinil. Trata-se de um sargo adulto, não é propriamente um “inocente” sem experiência.


Na verdade, é muito mais que um acaso. Nas mãos de certas pessoas, uma cana ligeira, uma 0.5-5 ou 1-7 gramas, passam a ser uma terrível arma de combate.
Combinada com um carreto 2000, linha 0.06mm e um chicote 0.25mm, e podem vir peixes…
Depois de se fazerem uns quantos peixes, depois de estar interiorizado o ritmo certo, aquilo que se deve fazer, os resultados passam a ser mais que garantidos.
Este é um tipo de pesca para quem está saturado de lutar contra “piços” e sarguetas, e quer em definitivo passar a um outro patamar. No fundo, para quem se que quer divertir, pescando com canas muito ligeiras, 80 a 90 gramas, e carretos super “light”. Que pescam!


Uma bica, peixe que temos em abundância, e quase sempre o primeiro peixe capturado pelos novatos no LRF, pois é um peixe muito fácil, agressivo, capaz de subir uns quantos metros a partir do fundo, para atacar o nosso jig.


As bicas, entre nós atacam sobretudo quando as águas estão mais frias. Há uma diferença grande, entre os tamanhos e a quantidade de peixes que se conseguem de Inverno, ou Verão. 


Um bonito parguinho, de final de tarde. Uma boa maneira de terminar o dia. Também o nascer do sol é um período muito produtivo, pese embora se possam conseguir a qualquer hora do dia.


Na minha opinião, aquilo que é particularmente decisivo é a altura da maré. As três últimas horas de enchente são as mais interessantes de pescar. Quando coincidem com o nascer ou pôr do sol, ….é a guerra total. Com jigs pequenos, ou com vinis, caso não se tratem de fundos que excedam os 30 / 40 metros, a diversão é garantida.


Um dentex, com as suas características sardas bem marcadas na face. O Raúl pesca-os até bem perto dos 10 kgs, com jigs ou vinis.


Este é um peixe que é mais raro por aqui, mas de quando em quando aparecem uns grandes. E temos os pargos capatões, que são bem interessantes!


Aqui a utilizar um vinil, com um cabeçote de 10 gr. O vinil é algo que “desarma” os peixes, porque reproduz na perfeição as vibrações que as suas presas emitem quando em fuga.


Tem as cores, tem o tamanho certo, e tem aquele peculiar vibrar de cauda tão típico dos “shads”. Por isso são tão eficazes.


Já tentaram pescar com vinis?



Vítor Ganchinho



Comentários

  1. Boa tarde amigo Vitor,

    Estamos a chegar altura deles e ainda estamos confinados neste desgraça Franciscana!!!

    Grande abraço e até breve no sitio habitual!
    A. Duarte

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    1. Boa tarde António! Vamos ter de nos encher de paciência. Esta altura é mesmo muito boa, o inicio de Março traz os pargos grandes para próximo da costa, ...os tais que engolem os jigs pequeninos. E que não picam facilmente com os jigs grandes...
      Vamos ver se não é um ano perdido, e se ainda vamos a tempo.

      Abraço!
      Vitor

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