Tempo de grandes - como prevenir roturas de linha

Há pessoas que nunca têm problemas com peixes grandes. Nunca sentiram que a sua linha, ou a cana, poderiam partir.
Desde logo porque pescam com iscos que são desprezados por estes, nomeadamente minhocas, casulos, gansos, navalha, ameijoa, etc, e também porque pescam em locais onde pura e simplesmente não há peixes grandes.
São as pessoas que preferem pagar 20 euros por uma saída de MT, para reduzir custos, e por isso, ficam nos locais do costume, onde dia e noite as pedras são passadas a pente fino por arrastões, redes, ganchorras e barcos de pesca lúdica sempre carregados de gente. Nesses sítios, em tempos idos, já houve peixe mas a realidade nua e crua é que hoje não há nada.
Nos pesqueiros junto às cidades, esses pescadores podem agora lutar por meia dúzia de picadas de umas quantas cavalas, bogas, piços, sarguetas e choupas do tamanho de relógios de pulso. E essas miudezas não partem canas.

Mas ainda temos alguns locais onde é possível conseguir ferrar um peixe bom. Com alguma paciência, bom equipamento e sabendo muito bem aquilo que se está a fazer, pode conseguir-se um peixe que ponha à prova o nosso material.
E é nesses momentos que devemos executar tudo na perfeição. Qualquer falha relacionada com os nós, a capacidade e qualidade de linha do carreto, da baixada, a cana, a técnica de mãos, e pode ser a morte do artista.
O que vamos ver hoje é um registo fotográfico feito por um amigo meu, Carlos Campos, sobre um peixe de bom tamanho que pesquei em Dezembro 2020. Não estamos a analisar um peixe, nem sequer uma técnica de pesca, baixadas, anzóis, etc. Na circunstância isso é o menos importante e por isso não lhe faço referência, mas sim aos procedimentos que devem ser seguidos desde o momento da picada do peixe no fundo, e o momento em que o conseguimos colocar dentro do barco. Se couber no barco. O meu maior peixe tinha 236 kgs e literalmente não cabia no barco…
Trata-se de respeitar princípios universais, válidos para pargos muito grandes, meros, corvinas, atuns, lírios, chernes, etc. Aquilo que segue são alguns conselhos para que, no momento da verdade, não falhem.

Vamos então ver por partes:

1- O peixe atacou a nossa cavala viva, que capturámos junto à costa. A ferragem deve ser enérgica, forte. Se estamos a pescar com uma cavala viva, sabemos que o predador ataca com violência, sem demasiados cuidados.
Damos tempo ao peixe para morder bem e nessa altura ferramos a sério, para cravar o anzol, (ou tandem de dois anzóis fortes), na queixada do peixe. É importante que a cravagem, seja bem feita, porque não vamos poder repetir. Não há retorno.

2- O primeiro movimento é do peixe. Ninguém puxa um peixe acima de 10, 20, 50 ou 60 kgs de uma virada. Não são sargos, logo não se trabalham como sargos. É deixar ir, sem querer forçar, sem ter pressa de recuperar os 50/ 80 / 100 metros, ou mais, que esse peixe queira levar.




Aqui utilizei uma cana Alpha Tackle Glasslam de 2,40 mts de comprimento, bastante sólida e de construção robusta, que me deixa descansado. Tem uma reserva de força e elasticidade que permite trabalhar peixes de grande porte sem ter receio de a partir. O carreto, um Daiwa Saltiga de tambor invertido, que me tem dado peixes de grande tamanho, munido de uma linha de 130 libras PE 10, com resistência de 59.1 kgs, uma Daiwa Morethan. Topo de gama.
Não tentem comprar em grandes superfícies, onde só podem encontrar produtos básicos. Normalmente apenas pesco com este equipamento em África, mas se há boas razões para o usar por cá, se há algo interessante a nadar no fundo, porque não. E por vezes, …há.
Cada vez temos mais atuns de bom tamanho, a rondar os 100 kgs, a passar junto à nossa costa, e este é um conjunto de qualidade para isso, para arrojar um peixe desses.
A razão das luvas: pesco sempre com luvas, para proteger as mãos de cortes acidentais que ocorrem frequentemente quando manuseamos peixe grosso. As caudas dos peixes são duras e cortantes, as bocas são ásperas, e é normalmente aí que raspamos os dedos, por exemplo a içar o animal para o barco. Quem vai muitas vezes ao mar precisa de mãos sem feridas, porque limitam enormemente a nossa capacidade de executar bem.
A razão de ser do neopreno deveu-se aqui a temperaturas matinais muito baixas, próximas dos zero graus…. e nada pior que ter os dedos gelados e precisar de executar manobras precisas. O nascer do sol é um período de pesca…mágico.




3- Quando o peixe termina o seu primeiro arranque, é tempo de recuperar alguma linha e manter a tensão. Um erro comum é deixar o peixe correr um pouco mais, sair de linha solta, sem o pressionar.
Não manter a tensão na linha pode proporcionar ao peixe a possibilidade de cuspir o anzol, sacudindo a cabeça. Quase sempre é fatal!

4- Nenhum peixe dá apenas um arranque. Muitas vezes param para tentar orientar-se, perceber o que lhes está a acontecer. Não esqueçam que o peixe, momentos antes da nossa ferragem, estava descansado, a comer.
O que se segue é um encadear de acontecimentos que para ele seriam tudo menos previsíveis, e por isso é natural que se dê uma primeira paragem. Não quer dizer de todo que o peixe está cansado.
Devemos estar preparados para aquilo que segue, porque acontece sempre. Os grandes peixes lutam pela sua vida, e não estão dispostos a render-se sem gastar todas as suas energias.




5- Ser paciente ajuda a garantir que não vamos ter desapontamentos. A embraiagem do carreto está ligeiramente aberta, enquanto o peixe tem força suficiente para partir a linha.
Teremos tempo para a cerrar um pouco mais, quando for a altura certa. O critério é este: na saída do peixe, embraiagem médio/ menos.
Quando dá sinais evidentes de fadiga e queremos passar a comandar as operações, nomeadamente a fase de encostar o peixe ao barco, embraiagem médio/ mais.
Em momento algum cerramos a 100% a embraiagem, porque pode sempre haver um último esticão, e vamos acabar por romper a linha depois de ter feito todo o trabalho.




6- É deixar ir, sempre que o peixe fizer pressão sobre o nosso equipamento. Para aqueles que querem ver o peixe demasiado depressa, há sempre um espaço livre e disponível numa galeria de fotos, em que apenas aparece um troço de linha partida, desfiada…
Uma opção que me parece válida é a de, enquanto o peixe tem muita energia e pressiona, ou seja, dá esticões, regulares ou irregulares, a embraiagem poder manter-se um pouco mais aberta, passando nós a controlar a saída de linha com o polegar.
Nada mais sensível que os dedos da nossa mão! Quando sentimos que a tensão começa a ser muita, basta aligeirar a pressão do dedo e a linha passa a sair mais célere.




7- Quando o animal deixa de fazer força, há que apertar um pouco. É o momento de recolher linha e de começar a subir o peixe, que pode estar junto ao fundo, esteja ele a 100 ou a 200 metros.
Nessa altura, com a mão firme, levantamos a cana até sentirmos que a pressão na linha é tolerável. Bombeamos com o braço esquerdo, e recuperamos linha com o direito, (caso o carreto seja de manivela à direita, ou o oposto, caso se trate de carreto esquerdo).
Não há vantagem particular em nenhum dos sistemas, apenas são diferentes. Na Europa a manivela é à esquerda, no Japão é sempre à direita. O principio é o mesmo: o braço que suporta a cana faz força para cima, o outro recupera linha, na descida rápida da cana. Bombear e recuperar.
Desde que possível, recuperamos toda a linha disponível até sentirmos de novo a tensão aproximar-se do máximo aceitável, estando atentos ao que vai seguir-se. Normalmente, com peixes pesados, muito fortes, ou ainda fortes, há um retornar de actividade, de tracção no sentido do fundo.
É deixar ir.



8- Fase de subida do peixe. Estamos a trabalhar a meia água, já não há contacto com o fundo, e isso é uma vantagem enorme para nós. As probabilidades de rotura num bico de pedra, um enganche numa gorgónia, passam a ser uma preocupação a menos.
Nesta altura, começamos a sentir os primeiros sinais de debilidade no nosso opositor. É um momento muito importante porque, se formos firmes podemos encurtar um pouco o combate. Não deixar o peixe recompor-se ajuda-nos a reduzir o tempo de luta.
Todo o nosso equipamento deve estar impecavelmente tratado, o carreto muito bem lubrificado, porque este não é tempo para falhas. Por vezes esperamos horas, dias ou semanas, por um momento destes.




9- Um erro frequentemente cometido tem a ver com o posicionamento da cana. Para obtermos dela o máximo rendimento possível, seja ela uma cana lenta, parabólica, ou rápida, de acção de ponta, teremos de ter uma atenção especial à posição em que lhe solicitamos a sua flexão.
Se há canas que nos oferecem um pouco mais de amplitude de movimentos, devemos ter em conta que o ideal seria nunca ultrapassarmos os 45º de inclinação. Conheço muita gente que parte sucessivamente canas por não ter em conta este detalhe.
Uma cana de carbono, material leve e resistente mas muito rígido, não pode ser submetida a um esforço para a qual não foi projectada. Se a quiserem mesmo partir, com 100% de certeza absoluta, é colocá-la na vertical….




10- A concentração nos movimentos do peixe deve ser máxima. O tempo para comentários, festas, fotos e outras actividades a bordo, é depois. Este é o tempo em que o peixe sobe e está entre o fundo e o barco.
Preocupação principal: nunca deixar o bicho deslocar-se na direcção do cabo, na circunstância de estarmos fundeados. Com duas ou três voltas ao cabo, podemos dizer-lhe adeus…
O polegar da mão que sustem a cana também trabalha. Deve direcionar a linha, de forma a que esta fique acamada por igual, distribuída uniformemente por toda a bobine, não deixando que forme um alto de linha a meio do carreto. No limite, poderíamos chegar a uma situação de não conseguirmos
enrolar mais fio. Também no caso de uma saída de linha brusca, que pode sempre acontecer, é importante termos o nosso trançado bem enrolado, sem folgas, sem espiras sobrepostas. No caso de haver uma prisão de linha no carreto, segue-se a consequente rotura.




11- A um novo arranque, em que o peixe coloca todo o seu peso sobre a cana, deve corresponder uma saída de linha franca, sem colocar demasiados obstáculos. Para isso, voltamos a utilizar o nosso polegar, a arma mais sensível de que dispomos.
Melhor que o melhor drag. Aqui, a utilização de luvas revela-se fundamental. A alternativa é deixar a pele do dedo queimada durante dias.
Temos o peixe já a meia água, onde nada nos pode fazer mal, a não ser os nossos próprios erros. A partir deste momento, a nossa principal preocupação passa a ser a chegada do peixe à superfície.
Deve haver um plano prévio, no qual consta o local do barco onde temos mais vantagens em o recolher. Também o espaço no interior do barco deverá ter sido previamente preparado, para que nada nos obrigue a cometer um erro que pode ser decisivo. Geleiras, caixas de peixe, sacos de comida, canas atravessadas, enchalavares, etc, são potenciais focos de problemas.




No momento da chegada à superfície, a pessoa que está com a cana trabalha o exemplar para a zona do barco mais indicada para o receber. Caso esteja sozinha, cumpre o que pensou antes sequer de ferrar o exemplar. É antes que tudo se prepara.
Eu gosto muito de pescar sozinho e nunca me aconteceu perder um peixe bom por falta de planeamento. Mas já perdi alguns por erros de companheiros inexperientes…
Um indivíduo quando está só, apenas conta com ele, e é mais concentrado naquilo que faz. Se na circunstância tem alguém que possa consigo trabalhar em equipa, então orienta os procedimentos dessa pessoa de forma a que a captura se concretize. É quem trabalha o peixe que define os timings, e todas as acções que se seguem.
Manter a calma é muito importante. Gestos exaltados dos colegas não ajudam e se o momento é delicado, porque a linha já está forçada, perdeu a sua elasticidade inicial, eventualmente aqueceu na passagem nos passadores, o buraco do anzol na carne do peixe entretanto abriu, logo qualquer gesto em falso pode prejudicar a captura. Um pormenor particularmente importante é o de não deixarmos que a linha toque no casco do barco, ou muito menos no hélice do motor. Este é o momento crítico, é o tudo ou nada, e obviamente nada pode ser descurado. O baixo de linha pode ser mais ou menos seguro, linha mais ou menos grossa, pelo que cabe ao pescador que tem essa consciência, orientar os gestos da pessoa que auxilia.
Um camaroeiro ou um gancho de pesca podem ajudar imenso, e facilitar-nos a vida. Mas caso não existam, o peixe pode ser içado pela cauda, pela boca, ou pelos opérculos, dependendo do tipo de peixe que se tratar.
No caso de um mero, ou de um cherne, a questão nem se coloca: eles a partir de um dado momento, sobem sozinhos, estão de bexiga-natatória inchada, e não poderão voltar ao fundo, mesmo que soltos.
Mas atenção: a última atitude a tomar é mesmo a de meter as mãos dentro dos opérculos, o mero tem ganchos afiados nas branquias que espetam fundo e podem rasgar as nossas mãos. Se um lírio grande pode perfeitamente ser sujeito pela maxila inferior, pois os seus dentes são poderosos mas minúsculos, nunca o tentem fazer com uma anchova. Sob pena de ficarem sem funcionalidade nos dedos durante semanas, pois tratamos de lâminas. As anchovas, que podem chegar aos 13 kgs…cortam um nylon 0.80mm sem sequer sentirmos o menor impacto.

A seguir, e já com o peixe a bordo, festejem e façam as fotos para a posteridade. Serão as fotos que irão imortalizar este momento, e por isso são importantes.
No caso de pretenderem devolver o exemplar à água, devem pensar que o animal só foi capturado porque atingiu um ponto de exaustão máximo. E que desde que o retirámos da água, ficou sem respirar.
Se acharem que é pouco tempo, e que não custa nada ficar sem respirar, tentem também suster a respiração durante o mesmo período, desde que o levantaram da água até que o voltam a lançar ao meio líquido….e entendem.



Vítor Ganchinho



Comentários

  1. Olá boa tarde.
    Faltou a foto de família :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa tarde Paulo! Foi feita. Sabe que eu gosto tanto de pescar como de fazer fotos. Não saio ao mar sem levar material fotográfico. Mais que isso, por vezes levo mesmo um operador de camara, profissional, que faz vídeos e fotos. Tenho muitos milhares de fotos de pesca. Não sei se já reparou que o blog normalmente apresenta fotografia de boa qualidade.
      Não é por acaso. Há muito trabalho invisível, muita gente a ajudar para que se consiga ter este nível de imagem. Os textos, como tudo na vida podem e devem ser criticados. Estou cá para isso, quem escreve está a pôr nas mãos de pessoas que conhece ou não conhece, um pouco de si próprio. E as pessoas leem ou não, gostam ou não. Também é verdade que não é excessivamente caro...quase ninguém reclama o seu dinheiro de volta.

      Aqui, o objetivo não era exibir um peixe grande, era falar sobre alguns detalhes de como meter a bordo um peixe. Pode não acreditar mas para mim, da experiência que tenho enquanto guia de pesca, e de pescador com mais de 52 anos de experiência ( tenho 58 de idade....!), o momento em que me parece que as pessoas falham mais é exatamente no fim, quando tudo parece feito. Não imagina a quantidade de peixes que se vão embora por culpa única e exclusiva do pescador. Por cometer aquilo que se chama de ...aselhice. Aqui, queria chamar a atenção para alguns detalhes que podem ajudar a um final feliz.

      Bom fim de semana.
      Vitor

      Eliminar
  2. Olá Vitor, boa tarde.
    Sim, não há duvida que a foto do peixe grande é um pormenor (no meio de todo o excelente conteúdo) ... mas seria a cereja no topo do bolo :)
    Sem dúvida que está de parabéns pelos registos escritos e gráficos que nos proporciona e que são bem mais importantes que a foto do peixe.
    Abraço, Paulo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não seja por isso, ....se gosta de cerejas, eu mando-lhe a foto do peixe.


      Mas aqui era mesmo só para avisar as pessoas para a necessidade de planear a captura, antes de a picada acontecer. É muito importante. Eu antes de começar a pescar tenho em atenção esses cuidados todos, até porque por vezes vou sozinho ( adoro!....), e tudo tem de ser pensado antes. Por vezes nem tenho a tal picada e ...não faz falta. Mas quando acontece eu normalmente consigo. Nem imagina o gozo que se tem quando tudo decorre como foi previamente planeado. E no fim, temos duas alegrias: fotografar o peixe e libertá-lo. Nada me deixa mais feliz que poder soltar um bom peixe. Para minha casa, somos dois adultos e duas crianças, em meia hora descubro um peixe para o jantar, o resto de tempo é para me divertir a valer! E chego a gostar mais de soltar o peixinho que trazê-lo para casa.
      Mas eu vou ao mar 3 a 4 dias da semana....

      Abraço
      Vitor

      Eliminar
    2. Eu para já vou soltando os de menor dimensão (e não é apenas pelo respeito à lei) e tento dar o exemplo.
      Esse prazer de "ir à pesca" que fala, para mim é sublimado na pesca de kayak;

      Entrar na marinada Figueira da Foz, experimentar dois ou tês locais até aos molhos exteriores e seguir para o Cabo Mondego onde há "mais agitação", experimentar as cores das amostras e fazer várias passagens até à Murtinheira, ou para um pouco e experimentar uns plásticos frente à antiga fábrica da Cimpor. Depois ir para o largo para tentar uns carapaus ou uns sargos (as fanecas estão garantidas) e regressar com o peito cheio :).

      Anseio regressar à atividade para experimentar uns jigs leves ao largo, em profundidades nunca superiores a 12 mts.
      Uma vez por semana (duas no máximo) quando o tempo e o trabalho o permite.

      Também gosto de ir sozinho, apesar do risco, mas adoro boa companhia!

      Abraço
      Paulo (54 anos de idade)

      Eliminar
    3. Bom dia atleta! A essa profundidade, 12 metros, e desde que não tenha correntes demasiado fortes, vai poder utilizar os jigs de 5 gramas. Os sargos vão entrar e de quando em quando, um robalo. Com linha trançada 0.06mm e um chicote de nylon de 0.20 a 0.25mm, está equipado. Com pequenos toques de pulso, a fazer do jig uma coisa nervosa, funciona bem. O ideal era o Paulo ter um Parkinson agravado, terminal....daqueles de não ser capaz de meter a chave na fechadura da porta!!! lol...
      Nós aqui temos muito menos fanecas, e não são tão grandes. Só as conseguimos de bom tamanho abaixo dos 100 metros, e por exemplo na Nazaré aparecem com 750 gramas a...5 metros.
      É uma pena que não tenham aí tantos pargos como nós temos, porque as condições de pesca que têm são excelentes. Vamos fazê-los aqui, quando vier cá abaixo. O que não falta são pargos.

      Abraço!
      VItor

      Eliminar

Publicar um comentário