OSAKA NOVIDADES - CAP XI - CARRETOS ELÉTRICOS MAIS PARA O FRACO...

Se numa das últimas publicações vos mostrei os carretos eléctricos mais potentes, a serem comandos por via remota, pois hoje trago-vos o oposto, os carretos eléctricos mais fracos do mundo, ….máquinas a pilhas LR 06.
Obviamente para nós são uma graça, mas há pessoas que os utilizam para pescar peixinhos de água doce, miniaturas de peixes que não chegam aos 100 gramas, e que no entender dos japoneses são muito bons se numa fritura.
A “tempura” é um prato feito com estas coisas e acreditem que já comi pior….

Vejam o filme:

Clique na imagem para visualizar e na rodinha das definições para melhorar a qualidade.


Neste caso, o polegar basta para fazer enrolar a linha e assim sendo, as pilhas devem ser apenas para que a “máquina” tenha um carácter mais “profissional”.
Não consigo imaginar alguém a tentar pescar aos besugos com isto, mas...

No próximo número sobre a Feira de Osaka temos mais, vou tentar voltar a surpreender-vos.
Boas pescas!!


Vítor Ganchinho


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2 Comentários

  1. Boa tarde Vitor.
    Os meus pais nasceram no interior, em Bemposta perto de Abrantes.
    Foi nas ribeiras que eu apanhei o gosto pela pesca, com os meus 9 anos de idade.
    Apanhávamos peixinhos como "bordalos", pequenos barbos e, se tivéssemos sorte bogas, que na altura das chuvas subiam os rios e ribeiras. usávamos chumbo derretido por nós e boias de cortiça feitas pelo avô e também boias de canudos do porco espinho (?).
    Mais para o verão, levávamos uma sertã e óleo, temperos, apanhávamos umas alfaces e melões pelo caminho e a meio do dia, fritávamos o peixe e comíamos uma bela refeição depois de uns belos mergulhos.
    O isco eram minhocas e asticot colocados nos anzois minúsculos.
    Na altura tínhamos que nos acautelar com os guardas que não perdoavam ninguém a pescar no defeso.
    Hoje ... não há peixe nessa ribeira, não por causa dos pescadores, mas por causa das suiniculturas e matadouros (foi o que vi da ultima vez que me assomei). É triste ver as mesmas águas onde havia imensa vida, agora cinzentas e putrefactas. Também já não há alfaces nos campos, porque ninguém cuida de hortas por lá.

    Abraço, Paulo

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    1. Essa é infelizmente a realidade de milhares de pescadores que começaram como o Paulo, como eu, e tanta gente da província que teve a sorte(!!) de nascer à beira de um rio, um ribeiro, e que aprendeu a pescar por isso mesmo.
      Também eu tive uma boia "porco-espinho", castanha e creme, bem me lembro.

      Os baldes de peixe que eu fiz no rio, à conta de materiais absolutamente rudimentares. O entusiasmo e a capacidade de sofrimento ultrapassavam todas as limitações!

      Hoje a maior parte dos ribeiros de águas cristalinas são apenas vazadouros de detritos...

      Paulo, fez-me recordar os meus tempos de miúdo. De andar às minhocas com um pau e uma lata...de comprar 2 anzóis e seis metros de linha de nylon....
      Só por isso já sinto que hoje foi um dia bom!

      Obrigado pelas suas palavras. Foram muito importantes para mim.


      Abraço
      Vitor

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