IR DE FÉRIAS MAS... A PESCAR, COM CANAS TRAVEL

Viajar sempre, e muito.
Tal como os tubarões, também nós pescadores temos de nos manter em movimento perpétuo para podermos respirar e sobreviver. Temos de pescar.
Temos de ir ao mar porque essa é a vida que vale a pena viver.
Até por razões de saúde, de vida.
Anthony Hopkins, o personagem Hannibal Lecter do filme “Silêncio dos inocentes” diz, com certa graça, que não pára quieto porque a morte não consegue apanhar um alvo em movimento.

Num cais, num porto de pesca, é sempre possível encontrar um bom robalo à procura de um vinil, ou um pequeno jig.

Ir pescar sim, claro que sim.
Quando estamos longe de casa podemos ser o pescador que sempre sonhámos, pescar facilmente os peixes grandes que nunca tivemos na linha, no fundo...ser brilhantes.
O tempo de férias é tempo de esticar o tamanho dos peixes, de contar impossíveis, de ver abrir a boca de espanto os conhecidos de ocasião, maravilhados com as nossas façanhas.
Sim, o tempo de férias é para isso. De férias, quantos peixes se pescam, quantas lápides deixamos espalhadas pelo mar que atravessamos?
Nada de traços de vulgaridade, de espaço para os desamados da sorte, os que nunca pescam nada.
Nas férias somos todos muito bons!
Mas pescamos com ..canas. E transportar as canas significa gastar muito dinheiro para as transportar!
Como fazer?

Podem surgir como acima, em modelo telescópico, a um módico preço de 28 euros, e dimensão de 49cm.
Indicadas para quem quer ensaiar a pescar, mas não tem a certeza de ter “vocação” para a função.
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Não falta peixe bom debaixo dos barcos....aqui são lírios, alguns de 3 a 4 kgs.

O que as companhias de transportes aéreos cobram pelo transporte de um tubo de canas de pesca é uma exorbitância!
Por vezes, o transporte da cana é mais caro que a própria cana em si. Os custos de transporte de um tubo podem chegar aos 200 euros.
O que desanima e inibe muitas vezes o pescador de aproveitar aquela semana, em que finalmente o seu tempo é elástico, de se aproximar do mar e lançar umas linhas.
A pensar nisso, as empresas produtoras de canas produziram algo que serve na perfeição para pescar, mas cujo volume é reduzido tanto quanto pode ser reduzido: as canas “travel”.

Modelo “pro”, para quem viaja com frequência em trabalho e quer, entre duas reuniões, pescar um pouco.
Ou para quem vai de férias e exige equipamento topo de gama que permita pescar um “peixão” com peso.
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E o que são estas ditas canas de viagem?
Basicamente trata-se de um produto feito para caber numa mala de viagem.
Com acções diversas, de ultra-light a heavy type, as travel apresentam-se em bolsas de 45 a 60 cm, algo perfeitamente compatível com uma mala de viagem vulgar.
Dessa forma, não só não se paga qualquer taxa aeroportuária como passamos a ter uma ferramenta que nos será útil durante muitos anos de pesca.
Quando viajamos torna-se forçoso levar alguma roupa de reserva, e é aí, no meio da roupa, que o nosso saco de canas irá viajar em segurança.

Um molhe, um porto, um cais, uma escarpa com acesso à água e estamos no sitio certo para lançar as nossas amostras.

Não convém subestimar a capacidade destas canas travel já que a qualidade dos carbonos é a mesma de outras canas tidas como excelentes.
O resto do equipamento é o do costume, mas podemos dar uma ideia do que será mesmo indispensável:
  • Carreto tamanho 3000 com linha monofilamento PE 1,5 cor única. Evitar a versão multicor já que não ajuda quando se pesca spinning.
  • Fluorocarbono #5 0.37 mm, mais que suficiente para a maioria dos peixes que vamos enfrentar.
  • Embalagem de clips de inox, tamanho com carga de abertura superior a 14 kgs.
  • Conjunto de jigs de 7/12 e 20 gramas.
  • Conjunto de vinis de 6 a 9 cm de comprimento, cores variadas, com alguns cabeçotes de chumbo de pesos diversos.
  • Uma mochila de carga que comporte todo o equipamento.
Tudo isto, parecendo muito, cabe num pequeno saco a arrumar dentro da mala.

Há muralhas e pontões onde é muito agradável pescar. Por todo o mundo podemos encontrar sítios com este perfil.

Nunca descurar a possibilidade de existir alguma proibição de pesca no local, ou a necessidade de termos de tirar uma licença de pesca para alguns dias.
Perguntar aos locais se existem restrições é avisado, e caso existam, eles irão indicar o local onde a pesca pode ser feita sem limitações legais.
Fazer captura e solta, caso não tenhamos possibilidades de cozinhar o peixe, é correcto.
Caso estejamos num local de férias onde as pessoas denotam limitações económicas, oferecer os peixes pescados costuma ser um bom procedimento e forma de conseguir amigos.
Muitas vezes, e no próprio interesse dessas pessoas, elas acabam por nos levar a bons sítios de pesca.

Em zonas de pesca com águas calmas, nada como pescar com este formato de amostra. O passeante dá-nos ataques de predadores à superfície com tal violência que ficamos sem fôlego...

Faz sentido não ser demasiado ambicioso no tamanho dos peixes.
Amostras até aos 10 cm servem-nos bem, jigs até 20 gramas idem. Caso tenhamos alguma perspectiva de poder sair de barco, então um conjunto de jigs até 60 gramas faz sentido.
Caso pretendam obter informações sobre aquilo que se pode pescar num lugar específico, teremos muito gosto aqui no blog em ajudar a compor o kit de produtos certo para levar e tentar a sorte.
Contem connosco!


Vítor Ganchinho


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